Para pais confiantes de que o caminho do respeito ao próximo pode ser uma realidade, seguem aqui três pesquisas muito interessantes e que dialogam entre si.

Uma delas, realizada no Japão, com 70 alunos de 5 anos, mostra que “crianças de 5 anos são capazes de reconhecer quando um colega faz uma boa ação e, mais do que isso, demonstram empatia por ele.”

Este é um dado interessante, porque demonstra que nossos pequenos são capazes de identificar quando estão diante de gestos muitas vezes em desuso, mas que têm um imenso impacto em nossas vidas. Atitudes como preocupação com o bem-estar do outro e respeito ao próximo são comportamentos que são intuitivamente reconhecidos pelos pequenos. E mostra que eles têm, sim, capacidade de olhar o outro de forma generosa e cuidadosa, sempre respeitando os limites e possibilidades que as diferentes faixas etárias têm em relação a este olhar sobre o outro.

A segunda pesquisa, esta realizada no Reino Unido, mostra um interesse especial dos pais pela popularidade dos filhos. Esta pesquisa mostra que, ao serem indagados sobre quais aspectos da vida escolar de seus filhos eram mais importantes, 43% dos pais afirmaram ser importante que os filhos sejam inteligentes e 40% deles dizem que ser popular e ter muitos amigos é o fato mais importante da vida escolar de seus filhos, quase como uma chave de sucesso para a vida adulta.

Mas a pesquisa que julgo mais inquietante saiu recentemente na Austrália. Ela foi aplicada em 2096 crianças de 02 a 10 anos de diferentes classes sociais na Ásia, Austrália, Europa e América do Norte.

A pesquisa mostra que a criança popular na escola, para as próprias crianças, é aquela que tem capacidade de se colocar no lugar do outro. E vai além: para elas, são populares aqueles que se transcendem o entendimento do outro e constroem com eles uma relação baseada na confiança.

Estes são dados inquietantes e promissores. Eles desconstroem o mito de que o mais popular é também o mais falante, o que conta as melhores piadas, o que tem muitos amigos, o mais extrovertido. E ilumina o popular que tem menos palavras, mas que alimenta uma delicada habilidade: a de se colocar no lugar do outro, de respeitar suas diferenças e de praticar atitudes simples, como a gentileza e cordialidade. Intuitivamente, as crianças nos apontam caminhos que a vida corrida, a informação rápida, os meios de comunicação, dentre outros elementos, nos fizeram acreditar tão fielmente: a crença de que ser popular é ser o centro das atenções. De que ganha mais quem compete mais, é o melhor, o mais popular.

As crianças nos contam, com a sua natural simplicidade, que o introvertido e o reservado também podem ser populares. Que a vida é composta por muito mais do que ser o melhor, o mais bacana, o eixo central das atenções e das brincadeiras. Que ser bacana também é saber construir relações verdadeiras e baseadas na confiança e na gentileza.

Fonte: Rádio CBN/ Revista Crescer

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